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Eu Trino

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EU TRINO O peito arde em fogo sem medida, no amor que entrega e nada compreende, pois sem o norte a chama se desprende, perdida no vazio desta vida. A mão impõe a força e o seu comando, vontade cega, dura e sem carinho, que pisa o solo e fere pelo caminho, na solidão de quem vai dominando. A mente brilha em luz que não alcança, calcula o passo, mas ignora o ser, na inteligência vã, sem esperança. Mas quem integra o Todo em aliança, vence o desejo e o baixo instinto doer, na síntese final, na temperança. Alexandre Pimentel Gravataí, 2 de abril de 2026.

Nossa Cura

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NOSSA CURA No torvelinho breve da jornada, a prova surge e logo se desfaz, nenhuma sombra dura mais que a paz, que nasce em ti, rainha iluminada. Olha a estrada vencida, passo a passada, tudo o que a vida trouxe, tu superaste, o medo mente e atrapalha o resgate, pois cada dor é nuvem dispersada. Confia, amor, no fluxo que conduz, a fé é a confiança que estimula e induz, clarões serenos sob a noite escura. Tudo passa, e o coração amadurece, quem lembra a origem nunca se entristece, pois sente o universo agir em nossa cura. Alexandre Pimentel Gravataí, 11 de dezembro de 2025.

Amor Inteiro

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AMOR INTEIRO Em nossa história de sombra e luz, o sentimento se tornou desperto, apontando o caminho, o rumo certo, nossa vitória é romance que seduz.   Não é só carne o que em nós se faz, nem só o espírito em voo intenso, é o mistério de um abraço imenso, onde o sagrado é vitória e paz.   Escureça o céu ou o mundo balance, não há tesouro que a gente não alcance, na poesia romântica e tão linda.   Vem comigo, amada, nessa dança, na união que é ternura e esperança, no palco eterno e amoroso desta vida.   Alexandre Pimentel Gravataí, 25 de dezembro de 2025.

Humildade e Paciência

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HUMILDADE E PACIÊNCIA Minha alma esvaiu-se em pranto, minha casa entrou em depressão, um aperto consagrou a solidão, a razão adentrou no desencanto. Minha alma afundou-se na tristeza, minha casa anulou-se em desordem, em mil ecos os gritos se implodem, meu olhar perdeu toda a beleza. Assim estou, envolto em agrura, a tentativa de resgate é tortura, a salvação é madura insistência. Minha alma em chuvarada sem estio, já inunda minha casa, meu vazio, dá-me, Deus, humildade e paciência. Alexandre Pimentel Gravataí, 15 de novembro de 2025.

Ode à Alegria

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ODE À ALEGRIA Perdi paixões, ganhei-me em outras vidas, sofri sorrindo, rindo em meio ao pranto, porque aprendi que há bem no desencanto, que as dores são lições desconhecidas. Amar sem ser amado é ser inteiro, compreender sem ser compreendido, rir do abismo, rir do tempo, do ruído, cantar do caos um hino verdadeiro. Hahahahaha! Rir! Rir! Rir do sofrer! Pois tudo é peça, sátira e aprender, a vida é circo, é palco, é alegria! Viver só vale se for pra evoluir, servir ao mundo, amar e redimir, sorrir, sorrir, sorrir, doce poesia! Alexandre Pimentel Gravataí, 7 de outubro de 2025.

Tua Luz

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TUA LUZ Servi teu o café com ternura acesa, polenta, pão e a doçura da banana, batata doce que o corpo desinflama, contemplando toda tua delicadeza.   Dormir contigo em paz, na plenitude, num leito que onde o calor transcende, depois do filme espiritual que reacende, estimulando o bem-estar e a saúde.   Cantamos o que somos, ponte e canto, no som maior que elimina o pranto, que aos altos céus eleva e conduz, Estar contigo, amor, viver no agora, porém, do nada, foges, vais embora, deixando aqui o teu perfume, tua luz.   Alexandre Pimentel Gravataí, 5 de julho de 2025.

Desapego

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DESAPEGO  Tu não terias este mesmo desapego, caso eu fosse um homem bonitão, talvez mais jovem, consagrando a atração,  com mais vigor, equilíbrio e sossego. Assim fizeste teu suposto treinamento, buscando jovens sorridentes, musculosos,  ou anciãos com bens expostos, numerosos,  comprometendo um divino casamento. Tua lição foi desastrosa, equivocada,  colheste mais ansiedade pela estrada,  confundindo desapego e apatia. Desapegar virou, então, indiferença,  letra que mata, limitada e falsa crença,  sem união, cumplicidade ou empatia. Alexandre Pimentel  Gravataí, 30 de novembro de 2024.