Romantismo

ROMANTISMO

Visando aproveitar nossos últimos momentos,
como fosse o trabalho amoroso de um parto,
deitrei num colchonete à porta de teu quarto,
desejando reduzir meu doloroso sofrimento.

Nessa noite, dormi pouco, como tem acontecido.
imaginando, entrementes, que viria minha morte,
porém não desencarnei, não obtive essa sorte,
despertei para escrever este soneto, comovido.

Meu corpo transformou-se numa dor em turbilhão,
doíam sentimentos, costas, peito e coração,
dos pés até a cabeça, um estado de dormência.

Sei que não me queres, minha amada, meu amor,
perdoa esse poeta, estagnado em vil torpor,
releva o romantismo, resultante da sofrência.

Alexandre Pimentel
Gravataí, 22 de maio de 2020.
www.alexandrepimentel.com.br

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